domingo, 4 de dezembro de 2011

Comércio Tradicional volta ao centro de Vendas Novas

Entendendo as cidades modernas como organismos vivos e dinâmicos, teremos que saber também interpretar os seus centros como uma boa amostra dessa mesma vitalidade e dinamismo.
Assim, desde o encerramento da saudosa “Pastelaria Império”, há já alguns anos que o centro tradicional Vendas Novas tem vindo a perder a força, o dinamismo e o vigor que demonstrava até ao final da década de 90. Para este facto contribuíram obviamente:
  • A mudança de ritmos de vida da Sociedade;
  • A redução de clientes neste tipo de comércio e serviços, sobretudo nesta zona da cidade;
  • O encerramento de lojas e pequenos estabelecimentos que existiam na Avenida da República em Vendas Novas;
  • Mas também a deslocação da sede do Estrela Futebol Clube da Rua Joaquim Pedro de Matos para a Avenida 25 de Abril e, consequentemente, de todas as actividades que enchiam antiga sede muitas vezes de visitantes.
Desde então, apenas vingaram no centro de Vendas Novas algumas lojas que teimosamente foram resistindo à adversidade dos tempos.
Somos então obrigados a lamentar que nada tenha sido feito pela Câmara Municipal de Vendas Novas para revitalizar, reinventar, e regenerar esta zona da Cidade. De facto, e como é reconhecido por muitos especialistas na matéria, são as actividades comerciais os principais responsáveis pelo desenvolvimento e sustentabilidade das cidades, sobretudo nos seus centros urbanos e históricos.
Assim, aqui deixo 4 propostas do que poderá e deverá ser feito no Centro Tradicional de Vendas Novas (com alguma criatividade e pouco investimento):
  1. O regresso das Festas do Concelho ao centro da cidade;
  2. A promoção de actividades municipais no Centro Tradicional;
  3. O incentivo ao arrendamento jovem nesta zona;
  4. O incentivo à regeneração urbana, por exemplo, com a criação de um plano de pormenor para esta zona, onde se determinem vários apoios aos proprietários que decidam intervir nos seus imóveis.
No entanto, e mesmo sem qualquer esforço municipal para a revitalização da parte mais nobre da cidade, a verdade é que verificamos com bons olhos que hoje são já vários os empresários vendasnovenses que, num espírito empreendedor e empenhado, mas também arriscado têm vindo a fixar-se nesta zona.
Aliando a este facto a instalação de associações locais na área, como a Casa do Benfica de Vendas Novas, verificamos que tem vindo a aumentar as actividades, levando isto a um reforço da presença dos vendasnovenses no coração da cidade.
Sempre entendi que Vendas Novas tem o seu principal valor nas pessoas, e só com um centro tradicional cheio de gente poderemos ter uma identidade social e cultural forte bem como a necessária produção de riqueza e criação de emprego que nos levam no sentido da sustentabilidade económica.
Congratulo assim, todos os empresários e pequenos investidores que optam por se fixar em Vendas Novas, ao invés de desistirem ou procurarem outras paragens para investir. Só assim poderemos ter um Concelho mais forte, mais desenvolvido e onde se poderá viver melhor.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mais olhos que barriga

Durante grande parte do mês de Setembro, e boa parte do que levamos do mês de Outubro, têm sido notícia as terríveis previsões para as finanças portuguesas, tendo todas as projecções iniciais de todas as entidades sido suplantadas e com todas as previsões para 2012 a serem revistas em baixa. Juntando estes dados ao fraco optimismo dos portugueses e dos europeus em geral, à manutenção de elevadíssimas taxas de desemprego e aos cortes violentíssimos que todos sentimos na carteira, não é expectável que o País viva, nos próximos anos, como tem vivido até aqui.

Este é um momento de extrema importância e em que, mais do que reconhecer erros passados, teremos que olhar para o futuro e encontrar soluções para os problemas com que esperamos vir a deparar-nos. Assim, e mesmo sem sermos especialistas em economia e finanças, há algumas coisas que reconhecemos:

1. Para que o País recupere terá que haver um esforço conjunto que toque todos os sectores da Sociedade num espírito único de motivação nacional;

2. Só por via do aumento das exportações e da redução das importações poderemos resolver as desigualdades da nossa balança comercial;

3. Deveremos continuar a apostar em sectores que nos garantam alguma autonomia financeira como sejam o sector das energias alternativas, das tecnologias e ainda da inovação;

4. Por último, considero fundamental que se continue a manter uma noção básica das funções sociais do Estado, bem como uma visão solidária do seu papel para com as populações. Quero com isto dizer que não é privatizando a água, a Caixa Geral de Depósitos ou a RTP que resolveremos os problemas do País, mas que poderá também ser pela reestruturação dos mesmos e pela responsabilização de quem neles labora.

Quero com isto dizer que a responsabilidade é inerente a qualquer bom profissional e que a ética é o garante do rumo certo para a nossa vida em Sociedade, pelo que devemos pensar no que acontece em Portugal, no que aconteceu na Madeira e no que acontece em muitas das autarquias do nosso País, como Vendas Novas.

Se é certo que a ilha de Jardim nos afundou muito mais do que julgávamos, não é menos verdade que também nas autarquias (independentemente dos partidos que as lideram) existem contas pouco claras e resultados sinceramente preocupantes.

No exemplo da nossa terra, que se soube dever já 7 milhões de euros em Dezembro, foi agora tornado público que a autarquia deve 60.000€ à Junta de Freguesia de Vendas Novas e 25.000€ à de Landeira, existindo mesmo outros fornecedores que não recebem há mais de 1 ano por serviços já prestados.

Pergunto eu: Haverá responsabilidade ou desculpa para que Jardim viva na sua ilha como se nada fosse e que em Vendas Novas se continuem a fazer festas e a esbanjar dinheiro como se a saúde financeira do município fosse um mar de rosas?

Não, e não. Havendo responsabilidade e consciência, nunca poderíamos admitir que em Vendas Novas ou na Madeira existam empresas à beira de fechar devido a dívidas próprias de quem tem mais olhos que barriga.

Ainda se o dinheiro investido resultasse em serviços de incontornável interesse público, mas onde foram investidos os 7 milhões da dívida vendasnovense? Em Mercados vazios? Em Pistas cicláveis? Em estudos e assessorias para “alimentar” os amigos do Partido?

Se, na verdade, estes factos demonstram uma enorme falta de ética e de respeito pelas pessoas, é também como diz o ditado popular: “Quem não tem dinheiro não tem vícios”!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Escola de Esgrima de Vendas Novas inicia mais uma época

Após o encerramento de uma época desportiva recheada de boas participações e resultados dos atletas de Vendas Novas, a Escola de Esgrima de Vendas Novas, da Bússola – ADL de Vendas Novas, iniciou no presente mês de Setembro mais uma época desportiva.

Fazendo um balanço da época passada, e ultrapassados todos os condicionalismos inerentes a uma primeira temporada, podemos dizer que todos (atletas, dirigentes e parceiros) a descrevem como bastante positiva, destacando os seguintes dados:

• 21 Atletas inscritos em vários escalões,

• 9 Participações em provas dos campeonatos nacionais,

• Organização de uma prova de Seniores no nosso Concelho,

• Vários atletas medalhados,

• 5º Lugar no ranking nacional de equipas de Sabre Masculino,

• Um 4º lugar no ranking nacional individual de Sabre Masculino conseguido pelo atleta Gonçalo Serrão.

É pois tempo de definir a nova época desportiva tentando implementar cada vez mais um projecto que dá a conhecer aos jovens do Concelho uma modalidade com cada vez mais praticantes a nível nacional e local, bem como todas as mais-valia que traz para a saúde e para a vida das crianças e jovens que a praticam.

Assim, iniciaram-se no passado dia 12 de Setembro os treinos oficiais contando a Escola, até ao momento, com 10 atletas inscritos no escalão de Benjamins, 4 no escalão de Juvenis e 12 atletas no escalão de Seniores.

Da presente temporada destaca-se desde já a eleição do atleta Ricardo Candeias como Capitão da equipa de Sabre Masculino e a realização da primeira prova do circuito nacional desta arma, no passado dia 18 de Setembro, no Estádio Universitário em Lisboa.

Nesta prova a Bússola – ADL de Vendas Novas participou na competição com 6 atletas inscritos (tendo sido a sala de armas com mais participantes) e conseguido o seu primeiro pódio da temporada – um 3º lugar.

Como não podia deixar de ser é cada vez mais importante destacar e agradecer a todas as entidades que até hoje têm contribuído para que este projecto rume a bom porto como sejam: a Escola Secundária de Vendas Novas, a Etelgra, o Intermarché de Vendas Novas e a Quinta do Mestre sem o apoio dos quais não seria possível a obtenção de resultados tão positivos.

Por último, e enquanto coordenador técnico da Escola de Esgrima da Bússola, destaco o apoio que nos foi prestado pela Câmara Municipal de Vendas Novas para que conseguíssemos trazer para o Concelho uma prova do circuito nacional de Seniores, que em Maio de 2011, contou com mais de 100 praticantes nas várias armas em competição. Este ano esperamos voltar a realizar esta prova na nossa terra e aumentar a representação do Concelho nas várias provas nacionais a realizar.

Acredito que a Esgrima é cada vez mais um desporto implementado em Vendas Novas, terra com elevada tradição na modalidade e que tantas conquistas já teve no panorama nacional ao longo de tantos anos.

Boa sorte a todos os atletas para a presente época desportiva e um obrigado a todos os parceiros!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

49 anos depois da elevação a Concelho

Desde que vivo em Vendas Novas que me apercebo da importância que certos marcos e acontecimentos históricos têm para esta terra, que, à semelhança de outras, deve fazer da exaltação desse passado o garante da valorização do sentimento de pertença das pessoas a um espaço e a um tempo. Vendas Novas não é excepção, apresentando a meu ver 3 datas ímpares na sua história: a passagem a Vila (a 21 de Agosto de 1911); a independência administrativa com a elevação a Concelho (a 7 de Setembro de 1962); e ainda a passagem à categoria de Cidade (a 20 de Maio de 1993).

Assim, após as comemorações da passagem de Vendas Novas a Cidade, a 20 de Maio; do centenário da passagem de Vendas Novas a Vila, no passado dia 21 de Agosto, foi agora tempo de celebrarmos mais uma das 3 principais efemérides que marcam Vendas Novas no tempo e na História: a elevação de Vendas Novas a Concelho.

Lamentavelmente não pudemos ver relembrado, valorizado e celebrado, pelas diversas entidades locais, o primeiro centenário de Vendas Novas enquanto Vila, como seria de esperar, uma vez que este marco é um dos mais importantes do reconhecimento da então recente República Portuguesa à nossa terra.

Um marco que convive com a data da entrada em vigor da própria IV Constituição da República Portuguesa, nesse longínquo dia 21 de Agosto de 1911.

No que diz respeito à elevação a Concelho, 49 anos depois do dia 7 de Setembro de 1962, ainda é possível sentir, da parte de alguns vendasnovenses, uma certa visão histórica, motivada por razões lamentavelmente políticas, que releva para segundo plano este marco, dando-se preferência às celebrações da elevação a cidade.

De facto, em 1962 vivíamos no Estado Novo, mas cumprir quase apenas por obrigação a celebração de uma data que representa a nossa própria independência face a outro Concelho é menosprezar, quer as gentes deste Concelho, quer aquelas que muito contribuíram para que hoje fossemos autónomos.

Neste que é um tempo que deve ser, cada vez mais, virado para consensos geradores de respostas para os muitos problemas que o Município vive, nada mais se poderá pedir aos líderes locais do que a colocação das prioridades de Vendas Novas e dos Vendasnovenses acima das prioridades partidárias. Por certo que para alguns partidos isso é complicado, mas será que as nossas gentes não merecem este esforço? Penso que sim.

Permitam-me pois que vos diga que, do meu ponto de vista, foi uma falha grave esquecer o centenário da Vila de Vendas Novas. Um erro que marca bem os tempos conturbados que vivemos, em que nos esquecemos do que é realmente importante para valorizar o fútil e o comezinho.

Vendas Novas, o seu património, as suas populações, as suas instituições, o seu ser enquanto “Povo Colectivo” têm muito valor.

Viva Vendas Novas!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Passadeiras (In)Seguras


Exemplo de possível ilunimação/sinalização de passadeiras
Em Vendas Novas começa a tornar-se preocupante o número de atropelamentos registados nas passadeiras, sobretudo na Avenida da República, onde até já morreram vendasnovenses.
Tal facto é estranho quando a segurança dos cidadãos é, por excelência, uma das matérias a que qualquer administração pública, seja de nível nacional, regional ou local, deve e tem a obrigação de desenvolver.
Este foi um dos grandes incrementos civilizacionais das Sociedades modernas, e tem sido, felizmente, desenvolvido e consolidado no nosso País.
Neste sentido, todos os esforços devem ser empenhados para conseguirmos viver seguros nas nossas ruas, nos nossos bairros, cidades. No meu ponto de vista, da segurança depende a própria Liberdade, pois só seremos realmente livres quando a segurança nos garanta essa própria condição.
Em Vendas Novas, de há alguns anos a esta parte (e tal como em muitos concelhos de semelhante dimensão e geometria), têm vindo a ser registados problemas graves em matéria de segurança rodoviária, tendo mesmo vários cidadãos sido vitimados no nosso Concelho. Este problema prende-se com a falta de segurança nas passadeiras para peões.
De facto, também noutros concelhos este é um problema que afecta o normal ritmo de vida das pessoas. No entanto, enquanto nesses concelhos se tem tentado encontrar solução para este problema, em Vendas Novas nada se tem feito na matéria.
Assim, deixo aqui algumas sugestões já apresentadas por mim em local próprio, sem que alguma coisa tenha sido desenvolvida:
  1. Repintar as actuais passadeiras uma vez que, em alguns pontos do nosso concelho, as actuais se encontram em mau estado de conservação, ao ponto de muitas vezes nem serem detectadas pelos condutores;
  2. Recolocar e rever a sinalização que indica a proximidade e a localização das passadeiras, recorrendo, se necessário, a melhores materiais reflectores ou mesmo luminosos para o efeito;
  3. Iluminar as passadeiras existentes nas vias com mais movimento do concelho, de modo a que, durante a noite, quer a passadeira, quer os peões que nelas circulam, possam ser vistos.
Para este efeito, existem já vários processos técnicos disponíveis e em utilização em muitas cidades portuguesas. Desde os modernos candeeiros com foco de incidência nas passadeiras, à colocação de leds luminosos no próprio alcatrão (alimentando-os com energia solar para que pisquem aquando da proximidade de um veículo durante o período nocturno) ou mesmo à utilização de tintas reflectoras sobre o alcatrão, muitas são os procedimentos disponíveis para resolver um problema grave e que exige resolução rápida.
Estou certo que, numa questão que implica a segurança dos cidadãos de Vendas Novas, ninguém poderá alegar falta de meios para a execução de procedimentos que venham a resolver o problema, pelo que desejo que, logo após as férias, o executivo municipal resolva este tão sério problema.

As prioridades estratégicas de desenvolvimento do nosso Município podem ter muitas visões, abordagens e mesmo ideologias subjacentes, mas todas elas só devem ser pensadas e estruturadas depois der garantida a preciosa segurança dos habitantes de Vendas Novas.