quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Escola de Esgrima de Vendas Novas inicia mais uma época

Após o encerramento de uma época desportiva recheada de boas participações e resultados dos atletas de Vendas Novas, a Escola de Esgrima de Vendas Novas, da Bússola – ADL de Vendas Novas, iniciou no presente mês de Setembro mais uma época desportiva.

Fazendo um balanço da época passada, e ultrapassados todos os condicionalismos inerentes a uma primeira temporada, podemos dizer que todos (atletas, dirigentes e parceiros) a descrevem como bastante positiva, destacando os seguintes dados:

• 21 Atletas inscritos em vários escalões,

• 9 Participações em provas dos campeonatos nacionais,

• Organização de uma prova de Seniores no nosso Concelho,

• Vários atletas medalhados,

• 5º Lugar no ranking nacional de equipas de Sabre Masculino,

• Um 4º lugar no ranking nacional individual de Sabre Masculino conseguido pelo atleta Gonçalo Serrão.

É pois tempo de definir a nova época desportiva tentando implementar cada vez mais um projecto que dá a conhecer aos jovens do Concelho uma modalidade com cada vez mais praticantes a nível nacional e local, bem como todas as mais-valia que traz para a saúde e para a vida das crianças e jovens que a praticam.

Assim, iniciaram-se no passado dia 12 de Setembro os treinos oficiais contando a Escola, até ao momento, com 10 atletas inscritos no escalão de Benjamins, 4 no escalão de Juvenis e 12 atletas no escalão de Seniores.

Da presente temporada destaca-se desde já a eleição do atleta Ricardo Candeias como Capitão da equipa de Sabre Masculino e a realização da primeira prova do circuito nacional desta arma, no passado dia 18 de Setembro, no Estádio Universitário em Lisboa.

Nesta prova a Bússola – ADL de Vendas Novas participou na competição com 6 atletas inscritos (tendo sido a sala de armas com mais participantes) e conseguido o seu primeiro pódio da temporada – um 3º lugar.

Como não podia deixar de ser é cada vez mais importante destacar e agradecer a todas as entidades que até hoje têm contribuído para que este projecto rume a bom porto como sejam: a Escola Secundária de Vendas Novas, a Etelgra, o Intermarché de Vendas Novas e a Quinta do Mestre sem o apoio dos quais não seria possível a obtenção de resultados tão positivos.

Por último, e enquanto coordenador técnico da Escola de Esgrima da Bússola, destaco o apoio que nos foi prestado pela Câmara Municipal de Vendas Novas para que conseguíssemos trazer para o Concelho uma prova do circuito nacional de Seniores, que em Maio de 2011, contou com mais de 100 praticantes nas várias armas em competição. Este ano esperamos voltar a realizar esta prova na nossa terra e aumentar a representação do Concelho nas várias provas nacionais a realizar.

Acredito que a Esgrima é cada vez mais um desporto implementado em Vendas Novas, terra com elevada tradição na modalidade e que tantas conquistas já teve no panorama nacional ao longo de tantos anos.

Boa sorte a todos os atletas para a presente época desportiva e um obrigado a todos os parceiros!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

49 anos depois da elevação a Concelho

Desde que vivo em Vendas Novas que me apercebo da importância que certos marcos e acontecimentos históricos têm para esta terra, que, à semelhança de outras, deve fazer da exaltação desse passado o garante da valorização do sentimento de pertença das pessoas a um espaço e a um tempo. Vendas Novas não é excepção, apresentando a meu ver 3 datas ímpares na sua história: a passagem a Vila (a 21 de Agosto de 1911); a independência administrativa com a elevação a Concelho (a 7 de Setembro de 1962); e ainda a passagem à categoria de Cidade (a 20 de Maio de 1993).

Assim, após as comemorações da passagem de Vendas Novas a Cidade, a 20 de Maio; do centenário da passagem de Vendas Novas a Vila, no passado dia 21 de Agosto, foi agora tempo de celebrarmos mais uma das 3 principais efemérides que marcam Vendas Novas no tempo e na História: a elevação de Vendas Novas a Concelho.

Lamentavelmente não pudemos ver relembrado, valorizado e celebrado, pelas diversas entidades locais, o primeiro centenário de Vendas Novas enquanto Vila, como seria de esperar, uma vez que este marco é um dos mais importantes do reconhecimento da então recente República Portuguesa à nossa terra.

Um marco que convive com a data da entrada em vigor da própria IV Constituição da República Portuguesa, nesse longínquo dia 21 de Agosto de 1911.

No que diz respeito à elevação a Concelho, 49 anos depois do dia 7 de Setembro de 1962, ainda é possível sentir, da parte de alguns vendasnovenses, uma certa visão histórica, motivada por razões lamentavelmente políticas, que releva para segundo plano este marco, dando-se preferência às celebrações da elevação a cidade.

De facto, em 1962 vivíamos no Estado Novo, mas cumprir quase apenas por obrigação a celebração de uma data que representa a nossa própria independência face a outro Concelho é menosprezar, quer as gentes deste Concelho, quer aquelas que muito contribuíram para que hoje fossemos autónomos.

Neste que é um tempo que deve ser, cada vez mais, virado para consensos geradores de respostas para os muitos problemas que o Município vive, nada mais se poderá pedir aos líderes locais do que a colocação das prioridades de Vendas Novas e dos Vendasnovenses acima das prioridades partidárias. Por certo que para alguns partidos isso é complicado, mas será que as nossas gentes não merecem este esforço? Penso que sim.

Permitam-me pois que vos diga que, do meu ponto de vista, foi uma falha grave esquecer o centenário da Vila de Vendas Novas. Um erro que marca bem os tempos conturbados que vivemos, em que nos esquecemos do que é realmente importante para valorizar o fútil e o comezinho.

Vendas Novas, o seu património, as suas populações, as suas instituições, o seu ser enquanto “Povo Colectivo” têm muito valor.

Viva Vendas Novas!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Passadeiras (In)Seguras


Exemplo de possível ilunimação/sinalização de passadeiras
Em Vendas Novas começa a tornar-se preocupante o número de atropelamentos registados nas passadeiras, sobretudo na Avenida da República, onde até já morreram vendasnovenses.
Tal facto é estranho quando a segurança dos cidadãos é, por excelência, uma das matérias a que qualquer administração pública, seja de nível nacional, regional ou local, deve e tem a obrigação de desenvolver.
Este foi um dos grandes incrementos civilizacionais das Sociedades modernas, e tem sido, felizmente, desenvolvido e consolidado no nosso País.
Neste sentido, todos os esforços devem ser empenhados para conseguirmos viver seguros nas nossas ruas, nos nossos bairros, cidades. No meu ponto de vista, da segurança depende a própria Liberdade, pois só seremos realmente livres quando a segurança nos garanta essa própria condição.
Em Vendas Novas, de há alguns anos a esta parte (e tal como em muitos concelhos de semelhante dimensão e geometria), têm vindo a ser registados problemas graves em matéria de segurança rodoviária, tendo mesmo vários cidadãos sido vitimados no nosso Concelho. Este problema prende-se com a falta de segurança nas passadeiras para peões.
De facto, também noutros concelhos este é um problema que afecta o normal ritmo de vida das pessoas. No entanto, enquanto nesses concelhos se tem tentado encontrar solução para este problema, em Vendas Novas nada se tem feito na matéria.
Assim, deixo aqui algumas sugestões já apresentadas por mim em local próprio, sem que alguma coisa tenha sido desenvolvida:
  1. Repintar as actuais passadeiras uma vez que, em alguns pontos do nosso concelho, as actuais se encontram em mau estado de conservação, ao ponto de muitas vezes nem serem detectadas pelos condutores;
  2. Recolocar e rever a sinalização que indica a proximidade e a localização das passadeiras, recorrendo, se necessário, a melhores materiais reflectores ou mesmo luminosos para o efeito;
  3. Iluminar as passadeiras existentes nas vias com mais movimento do concelho, de modo a que, durante a noite, quer a passadeira, quer os peões que nelas circulam, possam ser vistos.
Para este efeito, existem já vários processos técnicos disponíveis e em utilização em muitas cidades portuguesas. Desde os modernos candeeiros com foco de incidência nas passadeiras, à colocação de leds luminosos no próprio alcatrão (alimentando-os com energia solar para que pisquem aquando da proximidade de um veículo durante o período nocturno) ou mesmo à utilização de tintas reflectoras sobre o alcatrão, muitas são os procedimentos disponíveis para resolver um problema grave e que exige resolução rápida.
Estou certo que, numa questão que implica a segurança dos cidadãos de Vendas Novas, ninguém poderá alegar falta de meios para a execução de procedimentos que venham a resolver o problema, pelo que desejo que, logo após as férias, o executivo municipal resolva este tão sério problema.

As prioridades estratégicas de desenvolvimento do nosso Município podem ter muitas visões, abordagens e mesmo ideologias subjacentes, mas todas elas só devem ser pensadas e estruturadas depois der garantida a preciosa segurança dos habitantes de Vendas Novas.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Olhares de Verão em Vendas Novas

Nas últimas semanas, e com muitos vendasnovenses já de férias, foram notícia 2 acontecimentos sobre os quais gostaria de partilhar algumas reflexões com os leitores deste espaço:

1. Reabriu no passado dia 23 de Julho a Linha Férrea do Alentejo:
Após vários meses de trabalho ao longo do troço entre Bombel e Évora, numa obra para melhorar e transformar o transporte ferroviário alentejano, proporcionando outras condições de conforto aos utentes deste serviço e uma maior eficiência na gestão de recursos, a verdade é que finalmente voltamos a ter um dos mais antigos e importantes serviços do nosso concelho: o comboio.
Num Concelho totalmente atravessado pela linha ferroviária, linha que no passado entrava fábricas dentro para transportar as matérias manufacturadas em Vendas Novas para vários pontos do País e estrangeiro, linha na qual trabalharam e/ou trabalham centenas de Vendasnovenses, esta é uma infra-estrutura ligada à própria história de Vendas Novas.
Assim, é compreensível a obra e o investimento foi feito na Linha do Alentejo, uma vez que necessitava de ser modernizada, melhorada e oferecer um melhor serviço aos seus utilizadores. Só a título de exemplo, Évora está agora a 24 minutos de Vendas Novas, em vez dos quase 40 minutos do passado!
No entanto, nem tudo foi bom neste projecto. Se tivermos uma visão suficientemente crítica sobre este assunto, teremos que reconhecer que a obra efectuada no Largo 5 de Outubro é um mau serviço.
Dos cerca de 20 lugares de estacionamento de que dispunha o antigo largo, agora apenas 8 sortudos poderão parquear nesta zona, vindo esta solução sobrecarregar de estacionamentos a rua da Escola Prática de Artilharia, em mais um atentado à circulação em Vendas Novas.
Pior que isto só o facto de uma carrinha ou autocarro não conseguir dar a volta neste novo largo. De um espaço amplo que era o LARGO 5 de Outubro, passamos a ter um espaço ordenadamente espartilhado, menos funcional, e menos ao serviço da população.
 
2. Ocorreram ainda as Festas de Landeira 2011:

No mesmo fim-de-semana em que reabria a linha férrea em Vendas Novas ocorriam as Festas de Landeira 2011.
Destaco este acontecimento porque me apercebi da importância que tem para a Freguesia rural do nosso Concelho e para as suas gentes. Quando chega o Verão, chegam em sintonia e simbiose os emigrantes e as Festas de Aldeia. De facto, assim é!
Em Landeira não foi diferente e num misto de envolvimento popular, que permite àquelas pessoas o reconhecimento da sua identidade colectiva, enquanto Landeirenses, mas também a construção de uma consciência e sentimento de pertença a um espaço onde vivem, onde trabalham, onde constituíram família, ou onde simplesmente nasceram e são felizes.
Este é o factor mais importante que têm estas festas e que devemos louvar publicamente.
Louvar a comissão de festas e as pessoas e instituições que a compõem pois bem poderiam ir de férias sem stress ou sem trabalhos extra, mas que preferem trabalhar (e trabalhar arduamente) para que as coisas aconteçam.
Louvar estas pessoas e reconhecer o seu trabalho é também louvar a própria terra que acabam por ir construindo. Mesmo que os apoios, que até há 3 anos eram normais, agora praticamente não existam, sobretudo da parte de instituições com tantas responsabilidades Municipais.
Viver as Festas na Landeira este ano foi para mim a prova de que podemos fazer umas boas festas com pouco dinheiro. Segundo informação da Comissão de Festas, com 3 mil euros se fez uma festa com 3 dias de música, baile, convívio, boa comida, bons amigos e sobretudo muita alegria.
Bem hajam os Landeirenses pelo seu esforço e união!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Olhares sobre a Economia

Decorrentes da agenda das últimas duas semanas, gostaria de partilhar com o leitor 3 olhares sobre 3 factos que marcaram o nosso País e que serão decisivos para o futuro que ambicionamos:

1. Em apenas 2 semanas de existência, o Governo Português, liderado por Passos Coelho em coligação com Paulo Portas, sofreu 2 pesadas derrotas a analisar.
Uma primeira derrota de carácter político, com a rejeição de Fernando Nobre para presidente do parlamento português por 2 vezes, e a sua consecutiva renúncia ao cargo de deputado. Uma derrota que espelha o quão lamentavelmente baixo se pode ir na vida pública e um exemplo a não seguir: Nobre quis ser Presidente da República, os portugueses não quiseram; Nobre quis ser Presidente da Assembleia da República, os Deputados não quiseram. De seguida, renuncia ao mandato que lhe deram os portugueses, provando uma enorme falta de respeito para com o seu eleitorado.
Uma segunda derrota, de índole económica, e depois de anunciados terríveis cortes extra ao pacote de medidas da Troika (por si só extremamente duro), e onde se destaca o corte de cerca de metade dos subsídios de Natal dos portugueses, vieram as agências de rating mostrar o seu desprezo por essas medidas, baixando o rating da República Portuguesa para o nível de “Lixo”.
Passos Coelho não consegue assim, e ao contrário do anterior executivo, ganhar a tão necessária credibilidade para conquistar a confiança dos mercados (continuando os juros sobre a nossa dívida em constante subida).
2. Outro olhar importante sobre a mesma matéria tem a ver com a falta de rigor e critério das agências de rating americanas que, pressionadas pelo impulso imperialista do Dólar e de alguns investidores mais inconsequentes, usam o seu enorme poder económico para colocar em causa estados e mesmo a moeda única europeia.
Tal facto vem provar que o capitalismo selvagem que vivemos nos nossos dias, impulsionado por estados cada vez mais liberais e sem qualquer cultura humanista, nos pode levar ao declínio das Sociedades Ocidentais.
Considero que todo e qualquer País deve regular de forma séria os mercados e todo e qualquer Estado tem obrigação de intervir na economia, sob pena desta se sobrepor à soberania desse mesmo Estado.
E, sobretudo, nunca fazer como Cavaco Silva que em 2010 achava que deveríamos deixar as Agências fazer o seu trabalho e que a culpa era interna e que hoje, em 2011, já acha que elas constituem uma ameaça à economia portuguesa. Esta falta de critério e seriedade política impulsionada pela mudança de Governo é que não nos levará a lado nenhum.
3. Face ao momento económico que vivemos e às dificuldades que atravessam países como a Grécia, como a Irlanda, como Portugal, mas também potências mais poderosas como a Espanha e a Itália, constantemente sob ataques especulativos que os impedem de financiar as suas economias e desta forma gerar negócios e empregos, deve a Europa pensar no seu projecto europeu e naquilo que ele representa.
Tal como Mário Soares, acredito que é necessário refundar e realinhar o Projecto Europeu, concebido e defendido por gerações de europeus na busca do Desenvolvimento, da Estabilidade e da consequente Paz. Assim, e perante o ataque ao Euro e à economia europeia, devemos pensar o que queremos para esta Europa, espaço de encontros culturais e de uma riqueza civilizacional sem comparação. Que Europa queremos? E qual o seu Projecto para as nossas vidas? São estas as duas perguntas a que devem os Europeus e também os portugueses responder, com a certeza de que muita coisa terá que mudar.
Para já, será fundamental, do meu ponto de vista, criar uma agência de Rating europeia que concorra com as americanas e nos permita sair da dependência das avaliações tendenciosas que até ao momento têm sido efectuadas. Depois, que se refunde uma Europa centrada no Homem e não na moeda, que se defendam os valores culturais de cada povo e se aprenda a viver sob um padrão civilizacional comum. Seja o caminho qual for (do Federalismo ou da Confederação de Estados) o que importa é que se defina e se avance.
Por mim, considero que deve ser sempre a economia ao serviço do Homem, contribuindo para a sua qualidade de vida e felicidade e nunca o contrário. O Homem não pode ser escravo da economia, sob pena de acabar por perder aquilo que de mais importante tem: a sua própria vida!